A Epic Games anunciou, nesta terça-feira (24), que está demitindo mais de 1000 funcionários e atribuiu decisão à “queda de engajamento” de Fortnite.
Em uma declaração publicada em seu site, o CEO Tim Sweeney afirmou que a empresa estava “gastando significativamente mais do que ganhando”, dizendo que agora é necessário realizar “cortes drásticos para manter o financiamento da empresa”.
A notícia chega uma semana após o lançamento da nova temporada de Fortnite e duas semanas depois do aumento nos preços de V-Bucks, moeda in-game do jogo, que gerou revolta e protestos dos fãs do battle royale.
“Hoje estamos demitindo mais de 1000 funcionários da Epic”, disse Sweeney aos funcionários da Epic Games. “Lamento que estejamos nessa situação novamente. A queda no engajamento do Fortnite, que começou em 2025, significa que estamos gastando significativamente mais do que estamos ganhando, e precisamos fazer cortes significativos para manter a empresa financiada.” As demissões de hoje vêm acompanhadas de “mais de US$ 500 milhões em economias de custo identificadas” nas áreas de contratação e marketing, continuou ele, enquanto a contratação para algumas funções será suspensa.
“Alguns dos desafios que estamos enfrentando são desafios de todo o setor”, escreveu Sweeney, culpando “o crescimento mais lento, os gastos mais fracos e uma economia de custos mais difícil”. Discutindo esse último ponto com mais detalhes, Sweeney disse que os consoles atuais estavam vendendo menos do que a geração anterior e observou que os jogos estavam competindo cada vez mais pelo tempo das pessoas contra outras formas de entretenimento.
“E alguns dos nossos desafios são exclusivos da Epic”, continuou ele. “Apesar de Fortnite continuar sendo um dos jogos de maior sucesso no mundo, temos enfrentado desafios para manter a magia de Fortnite em todas as temporadas; estamos apenas nos estágios iniciais do retorno aos dispositivos móveis e da otimização de Fortnite para os bilhões de smartphones do mundo; e, por estarmos na vanguarda do setor, levamos muitos golpes em uma batalha que só agora está começando a dar frutos para nós e para todos os desenvolvedores”.
Em uma publicação no Twitter/X, a empresa também confirmou o encerramento dos modos Palco de Batalha, Ballistic e Rocket Racing.
“Criamos vários modos de jogo para o Fortnite e, em alguns casos, não conseguimos desenvolver algo suficientemente incrível para atrair e manter uma grande base de jogadores. Vamos encerrar esses modos de acordo com os cronogramas descritos abaixo — agradecemos a todos que jogaram”.
Ballistic, modo de jogo em primeira pessoa que se assemelha aos moldes de shooters táticos como Counter-Strike e Valorant; junto do Palco de Batalha do Festival, um modo PvP do minigame musical de Fortnite; serão removidos em 16 de abril. Já o Rocket Racing, jogo de corrida desenvolvido em parceria com a Psyonix, deixará o Fortnite em outubro deste ano.
Ao concluir sua mensagem, Sweeney descreveu as demissões como “muito dolorosas” e observou que os funcionários afetados receberiam pelo menos quatro meses de salário-base e cobertura de saúde, além de opções de ações antecipadas. A Epic Games realizou sua última grande onda de demissões em 2023, quando dispensou 830 funcionários — cerca de 16% de sua força de trabalho na época. Após isso, acreditava-se que a empresa empregasse pouco mais de 4.000 pessoas — o que sugere que as demissões em massa de hoje afetaram quase um quarto da empresa.
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Créditos Autor: Bruno Renzi, Tom Phillips
Créditos Imagens: Reprodução Internet







