O governo do presidente Trump está debatendo se deve permitir que a gigante chinesa Tencent mantenha suas participações em grandes empresas americanas, como a Epic Games, criadora de Fortnite, e a Riot Games, desenvolvedora de League of Legends.
A Tencent vem adquirindo empresas de jogos ocidentais há mais de uma década, mas seus investimentos mais notórios incluem uma participação de 28% na Epic Games, com sede na Califórnia, e na Riot Games, empresa integralmente controlada e sediada em Los Angeles. A empresa também detém a Supercell, finlandesa responsável pelo mega sucesso para dispositivos móveis Clash of Clans, e recentemente investiu em uma nova unidade de negócios da Ubisoft após os problemas financeiros da criadora de Assassin’s Creed.
Fontes afirmaram que a Tencent estava negociando com o Comitê de Investimento Estrangeiro dos EUA (Cfius) no verão passado para atenuar essas preocupações com a segurança e que, já no primeiro mandato do presidente Trump, avaliava se os investimentos da Tencent poderiam colocar em risco os dados de milhões de jogadores americanos. O Cfius também está preocupado com a aquisição da empresa finlandesa Supercell pela Tencent, que possui uma enorme base de jogadores nos EUA.
Em janeiro do ano passado, o Departamento de Defesa dos EUA classificou a Tencent como uma empresa militar chinesa. Na época, a Tencent insistiu que tudo não passou de um engano. O resultado desse último desenvolvimento é que o governo Trump pode forçar a Tencent a se desfazer das empresas de jogos ou a criar proteções de dados com as quais esteja satisfeita. Nem a Casa Branca, nem a Tencent ou a Epic responderam aos pedidos de comentários.
Créditos da imagem de capa: Ying Tang/NurPhoto via Getty Images.
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Créditos Autor: Vikki Blake, Vitor Conceição
Créditos Imagens: Reprodução Internet







