O lançamento de VALORANT marcou o dia em que eu decidi dar uma chance aos jogos competitivos de tiro.
Lembro-me muito bem das iniciativas tomadas pela jogadora Ianca Figueiredo, ainda presente no cenário nacional do jogo, e como elas impactaram na minha introdução ao gênero e, em especial, à sua sociabilidade exigida.
E tenho certeza que centenas de mulheres e pessoas não-binárias que hoje têm o VALORANT como seu principal passatempo ou até profissão passaram pelo mesmo.
As memórias desse período são um pouco turbulentas, confesso, especialmente por terem se misturado com o isolamento pandêmico, mas também me permitiram manter a sanidade compartilhando algumas das minhas preferências com centenas de jogadoras que tinham vontades similares às minhas.
Os servidores paralelos antes mesmo do lançamento foram por onde começou a ocorrer a movimentação de diversos campeonatos amadores, que me permitiram até jogar contra ex-jogadoras profissionais de Counter-Strike: Global Offensive (e ser humilhada ao vivo na Twitch).
Isso foi o gás necessário para que se formasse um cenário competitivo inclusivo que, graças à sua base global, cresceu ao ponto de se tornar mais atrativa do que as ligas Tier 2 — fato inédito nas comunidades de esportes eletrônicos fomentadas pela Riot.
Lembrar de como tudo era mato quando surgiram times como INTZ Angels, Gamelanders Purple, Vivo Keyd Stars Athenas e outros e pensar em como o Game Changers se consolidou no imaginário do público que acompanha a liga nacional, diferentemente das tentativas falhas de fazer o mesmo com League of Legends, é um misto de nostalgia positiva pelo o que passou e desejo de que a situação volte a soar próspera como antigamente.
Se hoje, mesmo com uma moderação imperfeita que deixa o ambiente do jogo mais insuportável do que deveria e um campeonato que infelizmente perde cada vez mais organizações profissionais, VALORANT ainda se mantém como um FPS diferenciado quando o assunto é a construção de uma comunidade competitiva que foge da normatividade dos esports, é sinal de que seria necessário muito para apagar o fulgor gerado por aqueles primeiros meses do jogo.
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Créditos Autor: Maria Eduarda Cury
Créditos Imagens: Reprodução Internet
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