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Anuário aponta expansão de mercado de mobilidade elétrica

O mercado de veículos eletrificados no Brasil saltou de 49 mil unidades em 2022 para 231 mil em 2025. Isso representa crescimento superior a 370% e participação de cerca de 9% nas vendas de veículos leves. O avanço veio com maior oferta de modelos acessíveis, entrada agressiva de montadoras chinesas e adesão crescente em centros urbanos e frotas corporativas. Esses são alguns dos dados exclusivos do 5º Anuário Brasileiro de Mobilidade Elétrica e Baixo Carbono, lançado no 3º Congresso Internacional da Mobilidade Elétrica e Baixo Carbono (CONATRE), nos dias 13 e 14 de maio, no CREA de Brasília.

Intitulado "Novo Mapa da Mobilidade Sustentável", o anuário detalha eletrificação, biocombustíveis e transição energética no país. A autoria é de Edgar Barassa, Leonardo Veloso Brandão, Robson Cruz e Sabrina Cima. A curadoria técnica vem da Barassa e Cruz Consulting (BCC). A produção é da EVBRAS em parceria com LEMOB e PNME (Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica).

Infraestrutura de recarga acelera para acompanhar demanda

A rede de recarga cresceu de cerca de 800 pontos em 2021 para 17 mil em 2025. Ainda assim, 77% dos carregadores são AC, ou seja, lentos ou semirrápidos. Os rápidos DC acima de 50 kW avançam rapidamente. O mercado caminha para equipamentos mais potentes e corredores de recarga rápida. Essa expansão é essencial para caminhões elétricos e viagens longas.

Sudeste e Sul concentram 70% da infraestrutura nacional. São Paulo detém 28% do total, com a capital respondendo por 12,5% dos pontos. As principais cidades são Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Goiânia. Projeções indicam de 545 mil a 745 mil pontos até 2040. Os investimentos necessários chegam a R$ 14-20 bilhões, além de expansão da rede elétrica.

PHEVs lideram como "tecnologia de transição"

De acordo com dados do anuário, os híbridos plug-in (PHEVs) saíram de 11,5 mil para 99 mil unidades, crescimento de 770%. Eles detêm 38% do mercado em 2025. Consumidores valorizam a maior autonomia, menor dependência de recarga e segurança em viagens longas. Por isso, são vistos como tecnologia de transição.

Os veículos 100% elétricos (BEVs) cresceram de 8.457 para 80.135 unidades, expansão de 847%. Modelos acessíveis como BYD Dolphin Mini e Geely EX2 impulsionam a aceitação urbana. Híbridos convencionais (HEVs) subiram 1.358% para 26.853 unidades, mas tendem a estabilizar. Já os HEVs flex cresceram apenas 15%, para 24 mil unidades, perdendo espaço para os plugáveis.

Já os veículos comerciais leves eletrificados já somam 6.928 unidades entre 2022 e 2025. Os PHEVs avançam forte na logística urbana, distribuição de última milha e frotas corporativas.

Ônibus elétricos consolidam presença urbana

A frota de ônibus elétricos acelerou após 2023. Foram 11 unidades em 2022 e 844 em 2025. O total acumulado chega a 1.238 ônibus. Eletra/Induscar lidera com 44% do mercado, seguida por Mercedes-Benz (23%) e BYD (20%). São Paulo domina com oferta de modelos e eletrificação de garagens.

Caminhões enfrentam barreiras técnicas

De acordo com anuário, os caminhões elétricos ainda estão em estágio inicial. A frota acumulada foi de 281 unidades em 2021 para 2.220 em 2025. JAC comanda com 63%, seguida por MAN/VW Truck & Bus (20%). "Os desafios incluem longas distâncias, peso das baterias e necessidade de recarga de alta potência para esse segmento", acrescenta Leonardo Veloso Brandão, diretor-executivo do CONATRE e um dos autores do anuário.

Biocombustíveis complementam eletrificação

O anuário também compila em um dos seus capítulos o avanço dos biocombustíveis e destaca que o biometano tem potencial para frotas pesadas, substituindo diesel, mas ainda enfrenta barreiras na distribuição. Já o biodiesel, que consolida reduções incrementais de emissões, possui crescimento limitado pela disponibilidade de matéria-prima. O HVO (diesel renovável) surge como alternativa emergente com maior potencial de descarbonização e expansão de médio prazo. "O etanol, já consolidado em veículos leves, possui menor integração com pesados elétricos, ao contrário do hidrogênio de baixo carbono, que mira nos pesados de longa distância, mas alto custo e baixa infraestrutura ainda limitam expansão", complementa Leonardo.

Perspectivas do anuário apontam coexistência de tecnologias

O anuário prevê uma transição gradual para a eletrificação no Brasil, sem substituição rápida dos veículos a combustão. Até 2035, segundo a EPE, veículos eletrificados podem representar 23% dos licenciamentos, equivalente a 784 mil unidades por ano. A frota híbrida e elétrica totalizaria 3,7 milhões de veículos, mas os flex ainda dominariam 75% da frota circulante.

Cenários mais acelerados, como os da BCG e Anfavea, projetam participação de 35% a 42% dos eletrificados em 2040. O futuro envolve coexistência entre veículos flex, híbridos convencionais, híbridos plug-in (PHEVs) e elétricos a bateria (BEVs). A velocidade da transformação dependerá de preços mais acessíveis, expansão da infraestrutura de recarga, incentivos governamentais, produção nacional, financiamento e competição entre montadoras.

A geografia da eletromobilidade tem o Sudeste na liderança, com 48,1% dos veículos. São Paulo responde por 31,87% do total nacional, seguido pelo Distrito Federal e Rio de Janeiro. Montadoras chinesas foram decisivas no avanço. "O Brasil entra em fase de consolidação estrutural da eletromobilidade, com montadoras chinesas decisivas e infraestrutura como peça-chave", afirma Leonardo Brandão. O congresso reúne governo, indústria, academia e sociedade para debater esse cenário da descarbonização, com foco em veículos elétricos, hidrogênio, biocombustíveis e outras soluções.

É possível acessar o anuário completo neste link: https://conatre.com.br/anuario/

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