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Nunca achei que virar uma doninha assassina e salvar um vilarejo animal poderia ser tão legal como neste novo game do Steam perfeito para jogar com amigos em casa

“Quer testar uma demo?”, foi o que disse um amigo meu no feriado de 19 de junho. “É um RPG de turno bonitinho que você usa o celular para controlar”, continuou ele, tentando me convencer. A descrição não me pareceu incrível — eu adoro RPGs de turno, mas um que você usa o celular como controle me soou esquisito, e embora as habilidades marketeiras dele não tenham sido as melhores, decidi dar uma chance mesmo assim. E assim embarcamos em uma aventura na qual joguei com uma doninha assassina e tive como objetivo defender um vilarejo de animais antropomórficos.

Estou falando de Sunderfolk, que eu descreveria melhor como um board game digital. É o título de estreia da Secret Door, desenvolvedora da Dreamhaven, com nomes que já passaram por Blizzard, Riot Games, EA, Obsidian, Santa Monica Studios e com experiência em jogos de tabuleiro. Logo de cara o que mais me chamou a atenção foi a parte visual: o design dos personagens e do mundo pareciam criativos e minuciosamente criados para passar uma atmosfera aconchegante e, de certa forma, familiar ao evocar alguns tropos clássicos de mundos de fantasia.

Como mencionei, o game é como se fosse um jogo de tabuleiro, mas sem as partes de precisar explicar regras, montar peças sobre uma mesa, mover essas peças e ficar consultando um manual. É possível jogar com até quatro jogadores e apenas um dos participantes, que será o host, precisa ter o jogo de fato. É a partir dele que teremos a tela de jogo, que pode ser uma TV na sala de estar com todos presentes, ou um compartilhamento de tela via Discord com cada um na sua casa. Todos se conectam por meio de um aplicativo gratuito no celular e pronto, a jogatina pode começar.

Assim como em Baldur’s Gate 3 e outros CRPGs, o mestre e condutor é o próprio jogo, de maneira que os participantes aprenderão as mecânicas e como jogar com o próprio game explicando à medida que os desafios vão sendo postos. Em Sunderfolk você joga com heróis que devem salvar o pacífico vilarejo de Arvorada de uma série de ameaças. Aqui menciono que todo o game está localizado para português, só não está dublado, mas a atriz de voz Anjali Bhimani (que dá a voz em inglês de Symmetra, de Overwatch) faz o papel de narradora, interpretando todos os NPCs, desde aliados e inimigos, trazendo bastante humor e mostrando um grande alcance profissional, dando voz a ogros enormes e pequenas lagartas indefesas ao mesmo tempo. Ainda sobre a localização, devo dizer que os tradutores para português tomaram liberdades muito bem-vindas ao adaptar os textos, introduzindo piadas bem específicas da vivência de brasileiros, o que torna toda tudo ainda mais divertido e gostoso de jogar.

Tá, mas e o gameplay?

Cada jogador escolhe um herói para ser seu personagem, cada qual com seu tipo de gameplay diferente. Eu escolhi a doninha assassina, que nada mais é que o clássico arquétipo de ladino, mas há bardo, bárbaro, mago, arqueiro e feiticeiro. A partir daí você tem habilidades, aqui chamadas de técnicas, em forma de cartas, que descrevem o que o ataque faz. Por exemplo, a técnica básica do ladino é o Golpe Duplo, que diz que posso primeiro me movimentar até três casas, atacar duas vezes seguidas, e depois me movimentar mais uma casa.

Todo mapa de missão em Sunderfolk é como um grande tabuleiro, exigindo estratégia dos jogadores para lidar com inimigos e com os objetivos da tarefa. Nem sempre a missão é sobre matar todos os inimigos — às vezes é sobre escoltar um NPC aliado, pegar um item e dar o fora, ou mesmo impedir a ativação de algum objeto no cenário. Tudo vira um grande quebra-cabeça de como resolver as questões na quantidade de turnos estipulada.

Posso afirmar que passei por situações em que achávamos que não completaríamos o objetivo de uma missão a tempo: levar todos os heróis a uma saída. Dois de nós já estávamos bem posicionados, mas um dos membros do meu grupo estava bem distante. Após muita engenharia e contagem (que não é nosso forte), conseguimos arquitetar o resgate desse amigo e trazê-lo à saída em apenas um turno, o que foi um dos momentos mais satisfatórios de nossa campanha até agora.

Ao concluir cada missão os jogadores ganham experiência, ouro e itens, podendo subir de nível e obter novas técnicas. É aí que Sunderfolk começa a se expandir: os jogadores têm um número limitado de cartas de técnica que podem levas nas missões, então você começa a ter que tomar decisões e formar uma build, por assim dizer. Foi muito divertido experimentar diferentes combinações de técnicas até encontrar uma que fosse a que mais me agradasse, pensando também nas sinergias que poderia ter com outros membros do grupo. Em determinado ponto você também libera as técnicas supremas, as famosas ults, que vêm acompanhadas de animações e efeitos impactantes.

Se você está se perguntando onde entram os dados aqui, afinal muitos jogos de tabuleiro contam com eles, é na forma de um deck extra só de modificadores, que podem ser positivos, neutros e negativos. A cada ação feita por cada personagem e inimigo uma carta é sacada do seu respectivo Baralho do Destino e com o tempo você vai ganhando mais cartas, podendo editar esse baralho e começar a controlar melhor que tipo de efeitos adicionais suas jogadas podem proporcionar.

De volta a Arvorada os jogadores encontram uma central para uma série de atividades possíveis: interagir com NPCs no estilo de visual novels, melhorar estruturas do vilarejo, obter buffs para a próxima missão, trocar de equipamento e personalizar o personagem. Aliás, falando em personalização, de tempos em tempos o game deixa os jogadores darem nomes a coisas, desde NPCs aliados, estruturas de Arvorada, inimigos recorrentes a técnicas e mais. Em determinado momento recebi uma habilidade cujo efeito dizia que ao atacar um inimigo, um item ou amontoado de ouro apareceria em um hexágono adjacente, e tive a oportunidade de renomear esse ataque. Obviamente chamei de Zé Lootinho, arrancando risadas dos meus amigos toda vez que a usava.

Sendo assim, o loop de gameplay de Sunderfolk gira em torno das missões/combate, personalização da build, construção de cidade com os reparos no vilarejo e o aspecto social de criar relações com os NPCs de Arvorada e, claro, de jogar com amigos. Muitas das ações no vilarejo podem ser feitas de maneira independente, então cada jogador pode ir fazendo o que der na telha sem interrupções ou ter que ficar esperando o outro fazer algo para fazer o seu, como seria o normal em um board game físico.

Quando me dei conta, já estávamos jogando há muitas horas e nem vimos o tempo passar. Sunderfolk se mostrou um baita achado. Eu nunca tinha ouvido falar no jogo, que foi lançado há pouquíssimo tempo — em 23 de abril. Agora ele figura entre um dos meus preferidos de todos os tempos, além de ser um game para recomendar à torto e à direito. O fato de apenas uma pessoa ter o game e poder jogar com quaisquer outras três pessoas que não o tenham o torna absurdamente acessível, ainda mais em tempos em que os jogos ficam cada vez mais caros.

Ainda não terminamos o game, mas vejo que leva, em média, 20 horas para terminar uma campanha. Consigo me ver jogando novamente experimentando outros heróis e em dificuldades maiores facilmente, proporcionando ainda mais horas de diversão. Se isso tudo chamou sua atenção, saiba que Sunderfolk tem uma demo gratuita e está em promoção agora no Steam, saindo por R$ 159,20.


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Créditos Autor: Matheus De Lucca
Créditos Imagens: Reprodução Internet
Tags: nunca-achei-que-virar-uma-doninha-assassina-e-salvar-um-vilarejo-animal-poderia-ser-tao-legal-como-neste-novo-game-do-steam-perfeito-para-jogar-com-amigos-em-casa

Fonte: Clique aqui

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